Esta semana está sendo, sem nenhum planejamento prévio, a da
manutenção. Domingo a Luiza reclamou da máquina de lavar roupa. A gente, quando
casou, há 13 anos, fez um exercício mental para tentar prever o eletrodoméstico
que mais duraria e esta lavadora de roupas está numa briga feroz com o forno de
microondas para decidir quem será o campeão. Um tanque de
guerra. Calculo que já tenha feito cinco mil ciclos completos de
lavagem e, até sábado, eu só tinha retirado os pés (coloquei um tapete de
borracha para absorver as vibrações) e substituído um pressostato.
Antes de tudo, fui substituir o óleo e o filtro de óleo do
carro. Queria fazer com dez mil quilômetros, mas só consegui com quase catorze
mil. Ontem eu troquei o filtro de ar e a palheta do limpador de para-brisas.
Ainda tenho que trocar o filtro de gasolina e do ar condicionado.
O primeiro defeito na máquina era que não estava iniciando o
ciclo de lavagem como fechamento da porta. A solução foi apertar os parafusos
da dobradiça da porta e substituir a trava elétrica da porta que, por sinal, é
o segundo serviço mais chato de se fazer nesta máquina. O primeiro é substituir
o rolamento do cesto que, inclusive, já está roncando.
O segundo defeito fui eu quem observou: motor com pouca
força. Este é um defeito “pega-bobo” porque induz à conclusão de que o motor
está com algum defeito quando o culpado é o capacitor do motor, que apresentava
40uF, 10uF abaixo do correto. A minha lavadora tem um motor do mesmo tipo de
ventiladores de teto, chamados PSC (“permanent split capacitor”). No Brasil os
ventiladores de teto são controlados por circuitos eletrônicos, mas na Europa é
comum o controle da velocidade justamente alterando o valor do capacitor. Como
era final de semana, coloquei um capacitor de 10uF do meu estoque em paralelo com
o antigo para esta associação formar um de 50uF e botar a máquina para executar
a lavagem número cinco mil e um, porém apareceu uma bomba de drenagem de esgoto
no meio do caminho.
O terceiro defeito me levou a pensar que a máquina estaria
condenada. A Electrolux é uma máquina que vende menos que a Brastemp e raramente
apresenta algum defeito por isto existe uma crônica falta de peças,
principalmente para um modelo como a minha que não vendeu muito e não é
fabricado há mais de dez anos. Liguei para algumas oficinas autorizadas e ninguém
possuía a peça, até que uma me sugeriu ligar para as lojas de Cascadura. Já
estava pensando em adaptar alguma bomba para ir adiando a troca até abril ou
maio do ano que vem, quando a atendente de uma loja do maravilhoso bairro
vizinho de Madureira deixou escapar que a bomba era a mesma do modelo TOP8. Fui
na loja perto do trabalho e comprei um modelo da Emicol e, para garantir, fui
numa autorizada da Eletrolux que me deu um outro modelo, desta vez da Invensys,
que não era da TOP8, mas que adaptava
perfeitamente na minha LE750.
Na verdade o que eles chamam de adaptação é simplesmente
aproveitar o corpo da antiga e colocar o motor novo, desprezando o corpo da
sobressalente. Serviço simples, três parafusos. Ontem a máquina voltou à vida e
para terminar a noite ainda troquei uma pecinha do meu velho ferro de passar
GE, com a Mariah como assistente.
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